Parte do empresariado de Serra Talhada deve um pedido de desculpas após a fuga do Bolsonaro
Há um sentimento de revolta em boa parte do povo brasileiro, após a fuga do candidato derrotado Flávio Bolsonaro, que é alvo de pelo menos três investigações pela Polícia Federal. O que se suspeitava, aconteceu: o senador buscava não apenas governar o País, mas imunidade suficiente para não pagar pelos seus crimes.
Voltando para o nosso ninho, Serra Talhada, as declarações preconceituosas da médica Ivanice Melo, contra trabalhadores petistas, revelam que parte da elite branca e empresarial do município ainda vive no clima da ‘Casa Grande e Senzala’, e este comportamento não cabe mais no Brasil.
Democracia permite a boa convivência e o confronto sadio das ideias, o que não ocorreu em Serra Talhada, durante o debate eleitoral, e nem mesmo agora.
A fuga de Flávio Bolsonaro é a ‘deixa’ para que setores do Produto Interno Bruto (PIB) de Serra Talhada peçam desculpas e não acirrem ainda mais a convivência nesta cidade. Se a classe trabalhadora reagir, tal qual a médica bolsonarista, não comprando a empresários eleitores do fugitivo, penso que a situação venha a piorar.
Portanto, a hora é de bom senso. Respeito às regras do jogo e a Constituição do Brasil, são pré-requisitos à democracia. Não dói pedir desculpas. Vergonhoso mesmo é o preconceito, o ódio, o ataque ao livre pensar e agir. Infelizmente, a família Bolsonaro não sabe o que é isso, e tá levando um sem-números de pessoas à ‘bestialidade’ em Serra Talhada.
Por Giovanni Sá/ Farol do Notícias
