Senadora eleita pelo DF afirma que disputa também envolve Jair Bolsonaro, condenados do 8 de Janeiro e outras pautas do grupo

A senadora eleita pelo Distrito Federal Michelle Bolsonaro (PL) afirmou que a eleição presidencial de 2026 envolve, além da disputa pelo Palácio do Planalto, a situação de Jair Bolsonaro e das pessoas que considera injustiçadas pelos processos relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023.

A declaração foi feita na quarta-feira (7), durante uma reunião ao lado de Flávio Bolsonaro (PL), que disputa o segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Durante o encontro, Michelle defendeu a continuidade da mobilização dos apoiadores do partido nas semanas que antecedem a segunda etapa da eleição.

Ao falar sobre as prioridades do grupo político, mencionou diretamente o marido, a situação dos condenados pelos atos de 8 de janeiro, as chamadas mães atípicas e o que classificou como “retrocesso” no país.

“Precisamos continuar para resgatar o nosso Brasil. É sobre o meu marido, o líder de vocês, é sobre os injustiçados do 8 de Janeiro, é sobre as mães atípicas, é sobre todo o retrocesso que nós estamos vivendo”, afirmou Michelle durante a reunião.

A ex-primeira-dama também pediu unidade entre os integrantes do PL para a campanha de Flávio.

Segundo ela, o desempenho obtido pela legenda no primeiro turno, especialmente no Distrito Federal, demonstraria a força da atuação conjunta entre os candidatos e apoiadores do partido.

Michelle declarou ainda que pretende participar diretamente da campanha presidencial e colocou a estrutura do PL Mulher à disposição de Flávio.

A senadora eleita afirmou que o candidato poderá contar com a mobilização das mulheres da legenda e com a articulação dos diretórios municipais.

Na mesma manifestação, Michelle destacou o resultado eleitoral obtido pelo grupo político no Distrito Federal e citou a eleição de nomes mais jovens para o Congresso.

Ela mencionou o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e afirmou que a nova geração terá papel importante na política brasileira nos próximos anos.

A fala ocorre poucos dias depois do primeiro turno das eleições de 2026, no qual Michelle foi eleita senadora pelo Distrito Federal.

Agora, a atuação dela passa a integrar a estratégia do PL para o segundo turno presidencial, com foco na mobilização dos apoiadores e na candidatura de Flávio Bolsonaro.

Ao colocar Jair Bolsonaro e os condenados pelos atos de 8 de janeiro entre os principais temas da disputa, Michelle reforçou uma das pautas que vêm sendo defendidas pelo grupo político ligado ao ex-presidente.

A questão também permanece no centro do debate jurídico e político nacional, inclusive com medidas relacionadas às condenações e pedidos de revisão criminal apresentados pela defesa de Bolsonaro.

Com informação: diariodopoder.com.br