O dono da rede de lojas Havan Luciano Hang comentou nesta quarta-feira (19) a crise pela qual passa a varejista Casas Bahia. Ele classificou como uma intromissão do Estado a decisão judicial que anulou a medida administrativa da rede de demitir dois mil colaboradores.

“Parece piada, mas é o Brasil. (...) A Casas Bahia está em recuperação judicial e precisa cortar custos para sobreviver. Mas a Justiça suspendeu 1.900 demissões e impediu novos cortes. O Estado cria dificuldades e, quando a empresa tenta se reorganizar, interfere novamente”, criticou.


Os pedidos recentes de recuperação judicial das Casas Bahia e da Marabraz são exemplos emblemáticos de uma crise que tem assolado o varejo nacional. Os supermercados Pão de Açúcar também entraram em recuperação meses atrás. Para o empreendedor, as dificuldades impostas pela política que asfixia a iniciativa privada estariam por trás das dificuldades no setor.


“Empresa saudável gera empregos. Empresa quebrada não gera emprego para ninguém. Sem responsabilidade fiscal, segurança jurídica e liberdade para empreender, não existe economia forte”, completou.


Mesmo com a crise do setor. a rede de lojas Havan dá sinais de boa saúde financeira e expansão, com a inauguração regular de novas unidades pelo país e anúncio de novos investimentos. A Gazeta do Povo procurou a assessoria de comunicação da Havan para se atualizar de quais são os indicadores econômicos do grupo e aguarda retorno.


Reversão de demissões

A Justiça do Trabalho suspendeu, nesta quarta demissões coletivas feitas pelo Grupo Casas Bahia entre 13 e 17 de agosto e determinou a retomada dos vínculos de milhares de trabalhadores. A decisão também impede novas demissões coletivas sem a participação efetiva dos sindicatos, em meio à crise financeira que levou a empresa a pedir recuperação judicial.


Em uma outra postagem no X, o dono da Havan se solidarizou com o momento vivido pela rede. Sobre a postagem do vídeo de um trabalhador que se despedia do emprego após 21 anos de colaboração com a Casas Bahia, Hang lamentou o momento pessoal e, também, mais uma vez, a situação econômica do país.


“Boas empresas precisam de boas pessoas, assim como boas pessoas sempre encontrarão ótimas empresas onde possam trabalhar, crescer e construir o seu futuro. Triste momento que estamos passando no nosso país.”


Com informação: gazetadopovo.com.br