Empresa de apostas e advogado Nelson Wilians são alvos da Operação de operação da Polícia Federal
A Pixbet e o advogado Nelson Wilians estão entre os alvos da Operação Arena, deflagrada nesta quinta-feira (13) pela Polícia Federal para investigar um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo empresas de apostas esportivas e jogos de azar.
Em São Paulo, agentes da PF cumprem um mandado de busca e apreensão na residência do advogado, por determinação da 4ª Vara Federal da Paraíba.
Ao todo, são cumpridos 17 mandados de busca e apreensão nos estados da Paraíba, São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná. A Justiça também autorizou a quebra de sigilos bancário e telemático dos investigados e o sequestro de bens e valores de até R$ 1,1 bilhão.
Segundo as investigações, o grupo empresarial teria utilizado uma estrutura societária e financeira com empresas sediadas no exterior para ocultar a origem e a destinação de recursos provenientes da exploração de jogos de azar e apostas esportivas.
A apuração aponta ainda para movimentações financeiras superiores a R$ 2 bilhões entre 2022 e 2025, consideradas incompatíveis, em diversos casos, com a capacidade econômica declarada pelos envolvidos.
Relação com Nelson Wilians
Nelson Wilians também é alvo da investigação. Segundo informações divulgadas sobre a operação, os investigadores apuram a atuação do advogado em operações financeiras relacionadas ao grupo.
Wilians é dono de um dos maiores escritórios de advocacia empresarial do Brasil e soma 1,4 milhão de seguidores no Instagram.
Por meio de nota, o advogado Santiago Schunck, que representa Nelson Wilians, disse que a relação entre o escritório de Wilians e a PixBet “é estritamente profissional e decorre da prestação de serviços de advocacia”.
“A atuação do escritório em favor de seus clientes limita-se ao exercício regular da advocacia, não se confundindo com as atividades empresariais por eles desenvolvidas. O escritório repudia qualquer tentativa de associar a atuação profissional de seus advogados às atividades ou condutas atribuídas a seus clientes”, declarou.
“É preciso ter cautela para que o legítimo exercício da advocacia não seja indevidamente criminalizado em razão da natureza ou das atividades daqueles que o advogado representa”, completou.
Investigação
As investigações da Operação Arena começaram em 2022, a partir de apurações envolvendo pessoas físicas e jurídicas sediadas em Campina Grande, na Paraíba.
Segundo a Receita Federal, os investigadores passaram a apurar a comercialização de créditos de jogos online e a exploração de sites de apostas esportivas ligados a empresas formalmente estabelecidas no exterior.
Na Paraíba, os mandados são cumpridos em João Pessoa, Campina Grande e Serra Branca.
Os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um, por crimes como evasão de divisas, lavagem de dinheiro e outros delitos contra o sistema financeiro nacional.
Até a publicação desta matéria, a Pixbet não havia apresentado manifestação sobre a operação.
Com ClickPB



