Segundo a Polícia Civil, o suspeito não aceitava o fim do relacionamento com a ex-companheira. Polícia afirma que ele fugiu de Sanharó (PE) e foi preso cinco meses depois, em um hospital de Sergipe.



Thiago Joaquim dos Santos, de 26 anos, foi morto em Sanharó (PE) com golpes de pé de cabra — Foto: Reprodução

O homem preso no último domingo (19), em um hospital de Propriá, em Sergipe, confessou à Polícia Civil que invadiu a casa da ex-companheira antes da chegada dela e do atual companheiro, Thiago Joaquim dos Santos, de 26 anos. Segundo a investigação, o suspeito permaneceu escondido embaixo da cama box até o retorno do casal. Thiago foi morto na residência, em Sanharó, no Agreste de Pernambuco.

Segundo o delegado Walkis Pacheco, o suspeito identificado como José Edmilson Ferreira da Silva, de 54 anos, não aceitava o fim do relacionamento com a mulher, com quem teve três filhas. De acordo com a investigação, ela passou a se relacionar com Thiago, apontado pela polícia como um traficante.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, o investigado entrou na residência antes da chegada do casal e aguardou escondido até que eles retornassem. Ele também é investigado por estuprar a ex-companheira após matar Thiago.

“Ele se escondeu embaixo da cama. Quando eles voltaram, ele matou o cara”, afirmou o delegado Walkis Pacheco.

Suspeito ficou foragido

Homem investigado por estuprar a ex-mulher e matar o companheiro dela em PE é preso em hospital de Sergipe — Foto: SSP/SE

O crime aconteceu em fevereiro deste ano, em Sanharó, no Agreste de Pernambuco. O investigado permaneceu foragido por cerca de cinco meses e foi localizado em um hospital de Propriá, em Sergipe. Conforme a polícia, funcionários da unidade desconfiaram da atitude do paciente, que tentava esconder a verdadeira identidade, e acionaram as forças de segurança.

Segundo Walkis Pacheco, o homem apresentava ferimentos nos pés após sofrer uma descarga elétrica de alta tensão, motivo pelo qual procurou atendimento médico antes de ser preso. A Polícia Civil informou que, após os procedimentos legais, ele ficou à disposição da Justiça.

O g1 entrou em contato com a defesa de José Edmilson Ferreira da Silva e não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.