Vereador do PT preso em operação pede afastamento do partido
O diretório municipal do PT em São Paulo afirmou que o vereador Senival Moura pediu afastamento do partido. Ele foi preso temporariamente nesta semana em operação da Polícia Civil e do MP-SP (Ministério Público de São Paulo) por suposto envolvimento com o PCC.
O que aconteceu
Vereador encaminhou pedido de afastamento para se dedicar à defesa, afirmou o partido. "Informamos que o vereador Senival Moura encaminhou, neste sábado, à direção do Diretório Municipal do PT São Paulo, o pedido de afastamento de sua filiação ao Partido dos Trabalhadores, com a justificativa de se dedicar à sua defesa e de não vincular os últimos acontecimentos ao partido", diz a nota assinada pelo presidente do diretório municipal, Hélio Rodrigues.
Moura foi preso na última quinta-feira na Operação Última Parada, deflagrada pela Polícia Civil paulista e pelo MP-SP. O vereador da capital paulista é suspeito de participar de um esquema de lavagem de dinheiro do PCC (Primeiro Comando da Capital) por meio da empresa de ônibus Transunião.
Horas após ser preso na quinta-feira, PT afirmou que encaminhou caso de Moura ao Conselho de Ética da sigla. Em nota, o diretório informou que o procedimento pode resultar em "medidas disciplinares cabíveis", como afastamento cautelar e a "eventual expulsão do filiado". O partido disse também que o processo vai assegurar "amplo direito de defesa, o contraditório e o devido processo legal".
Diretório afirmou não compactuar com "qualquer prática ilícita". Reforçou, ainda, que "todos os fatos devem ser rigorosamente apurados pelas autoridades competentes".
O Diretório Municipal do PT de São Paulo reitera seu compromisso intransigente com o combate ao crime organizado, apoia ações das forças de segurança, como a Operação Carbono Oculto, e defende o fortalecimento dos instrumentos de enfrentamento às organizações criminosas, entre eles a aprovação, pelo Senado Federal, da PEC da Segurança Pública proposta pelo Governo Federal.Diretório municipal do PT de São Paulo, em nota à imprensa
Vereador investigado
Investigações apontam que Moura integrava o núcleo criminoso enquanto presidia a Comissão de Trânsito e Transporte da Câmara Municipal. Conforme o inquérito policial, ele usava seu escritório político para armazenar planilhas informais de controle da frota e fluxos de caixa da Transunião.
A defesa do parlamentar disse que recebeu a notícia da prisão com indignação. Os advogados apontaram que a medida foi determinada em "momento extremamente sensível, às vésperas do período eleitoral".
Outros quatro mandados de prisão temporária foram expedidos pela Justiça. O Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) e o Ministério Público de São Paulo cumpriram ainda 103 mandados de busca e apreensão na capital, Grande São Paulo e no município de Extrema (MG).
Com informação: noticias.uol.com.br
