Treinador foi questionado sobre número de seleções africanas que passaram para a segunda fase

Classificado com Gana como um dos melhores terceiros colocados da Copa do Mundo, o técnico Carlos Queiroz foi questionado sobre o atual formato do Mundial. O questionamento era sobre a quantidade de países africanos para o mata-mata (seis, até agora) e qual o motivo para isso.

Queiroz disse que o dinheiro tem feito as situações mudarem no futebol.

- O dinheiro que fala no jogo. O dinheiro manda no futebol. Por isso, quando as decisões começam a se valer pelo dinheiro, as decisões saem do campo e começam a mudar. Eu prefiro ver a Copa do Mundo como um evento raro, com muito significado e que a gente tem que lutar para estar nela.

Dentro da análise, o treinador apontou que, com o aumento do número de seleções para 48 a partir desta edição, algumas eliminatórias mudam o sentido. Ele citou a Europa e a América do Sul.

- Você vê, quem está fora da Europa? Então, as competições, as eliminatórias começam a perder significado, porque todo mundo é qualificado na América do Sul e na Europa praticamente. A maioria das equipes é. Na minha opinião pessoal, é preciso reduzir para dar mais valor e tornar as eliminatórias competitivas.

Para o treinador de Gana, a Copa do Mundo diminua sua aura de “competição especial”.

- Sobre o número de equipes se classificam para a Copa do Mundo, eu tenho receio que possa transformar a competição para pior. Torná-la vulgar. Aliás, uma competição normal. Acho que o valor da competição mudar, na minha opinião pessoal. Mas é algo que devemos debater.

Com informação: ge.globo.com