Argentina, Paraguai e Uruguai seguem autorizados a exportar para bloco europeu. Brasil tenta reverter decisão até setembro.



Enquanto o Brasil foi excluído da relação de países habilitados, Argentina, Paraguai e Uruguai permanecem autorizados a vender produtos de origem animal aos 27 membros da União Europeia, segundo regulamento publicado pela Comissão Europeia na última sexta-feira (5/6).

A medida pode atingir um dos mercados mais importantes para o agronegócio brasileiro.

Em 2025, a União Europeia importou cerca de 368,1 mil toneladas de carnes do Brasil, movimentando US$ 1,8 bilhão, de acordo com dados do Agrostat, sistema do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O valor coloca o bloco europeu como o segundo principal destino das exportações brasileiras de carnes em receita, atrás apenas da China.

A exclusão brasileira chamou a atenção de autoridades e representantes do setor porque ocorre em um momento de aproximação comercial entre os dois blocos econômicos. A decisão foi anunciada poucos meses após o início da aplicação provisória do acordo entre Mercosul e União Europeia.

Apesar disso, a Comissão Europeia sustenta que a medida não está relacionada ao tratado comercial, mas exclusivamente ao cumprimento de exigências sanitárias.

Por que só o Brasil ficou fora

Caso a restrição entre efetivamente em vigor, o impacto poderá ser significativo para o setor exportador brasileiro.

Os números de 2025 mostram a dimensão desse mercado:

  • Carne bovina: US$ 1,048 bilhão em exportações;
  • Carne de frango: US$ 762,9 milhões;
  • Carne de peru: US$ 15,7 milhões;
  • Carne suína: US$ 1 milhão;
  • Carne de cavalo: US$ 1 milhão;
  • Carne ovina: US$ 144 mil;
  • Carne de pato: US$ 24 mil.

Somadas, as vendas de carnes ao bloco europeu alcançaram aproximadamente US$ 1,8 bilhão no ano passado.

Paraíba Gente com informações Metrópoles