O ex-atleta começou sua trajetória na Desportiva e se transferiu para o Vasco ainda na base.

Com passagem pelo Botafogo paraibano, Geovani Silva morreu nesta segunda-feira (18/5) aos 62 anos. Foi um jogador talentoso, canhoto com uma habilidade incrível com a bola no pé (esquerdo). Tanto é verdade que ganhou o apelido de “Peque Principe”. Marcou época com a camisa do Vasco, na década de 1980. Foi uma de suas melhores fases chegando fácil a ser convocado para a Seleção Brasileira.

Enfrentou um grave problema de saúde por quase duas décadas. Já no final de carreira, mas jogando um futebol que encantava, o Botafogo paraibano foi um dos seus últimos times a encerrar a brilhante carreira futebolística. Ao anunciar o falecimento de Geonavi da Silva o portal nacional G1 noticiou que a família confirmou o falecimento nas redes sociais do próprio ex-atleta.

“É com profundo pesar que comunicamos o falecimento do nosso guerreiro Geovani Silva. Na madrugada de hoje, ele passou mal de forma repentina e foi socorrido imediatamente ao hospital mais próximo. Apesar de todos os esforços da equipe médica e das tentativas de reanimação, infelizmente ele não resistiu.”

Geovani começou sua trajetória na Desportiva e se transferiu para o Vasco ainda na base, no início dos anos 1980 e fez parte do time que conquistou os estaduais em 1982, 1987, 1988, 1992 e 1993. Foram três passagens pelo clube carioca, com 49 gols em 408 jogos.

Com uma carreira de golaços, passes milimétricos e dribles perfeitos, é considerado um dos melhores meias da história vascaína. Ficou marcado também pelo excelente aproveitamento nas cobranças de pênaltis.

O ex-meia vestiu a camisa da seleção brasileira. Fez parte do time campeão da Copa América de 1989 e era capitão da equipe que conquistou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos em 1988 ao lado de outros ídolos como Bebeto e Romário. Antes disso, atuou pelas categorias de base da seleção.

Geovani também marcou o futebol do Espírito Santo, onde nasceu e vivia até seu falecimento. Ele foi formado pela Desportiva Ferroviária, e também defendeu outros times, como Serra, Rio Branco, Tupy e Vilavelhense – no qual encerrou a carreira, em 2002.

Em experiências posteriores ao Vasco, atuou fora do Brasil. Primeiro, no Bologna, da Itália, depois por Karlsruher, da Alemanha, e Tigres, do México.

Redação com GE – Foto: Reprodução