André Mendonça defende lei que permite pais VETAREM participação de filhos em atividades escolares sobre gênero
O ministro do André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, manifestou-se favorável à constitucionalidade de leis municipais que asseguram aos pais o direito de vetar a participação de seus filhos em atividades escolares que abordem temas como identidade de gênero e orientação sexual. A posição foi apresentada durante o julgamento de ações que questionam legislações locais com conteúdo semelhante ao projeto conhecido como “Escola sem Partido”.
Ao justificar seu entendimento, Mendonça destacou que a responsabilidade pela educação moral e religiosa dos filhos cabe prioritariamente aos pais, com base em tratados internacionais ratificados pelo Brasil, como o Pacto de São José da Costa Rica. Segundo o ministro, o Estado não deve impor uma visão única sobre temas considerados sensíveis, especialmente aqueles que envolvem valores familiares e convicções pessoais.
Para o magistrado, o ambiente escolar deve preservar a neutralidade em questões dessa natureza, respeitando a pluralidade de crenças existentes na sociedade brasileira. Ele defende que a autoridade parental deve ser considerada elemento central na formação do caráter e dos valores de crianças e adolescentes.
O posicionamento, no entanto, não é consenso dentro da Corte. Outros ministros argumentam que a escola exerce papel fundamental na promoção da tolerância, da diversidade e no combate ao preconceito. Para esse grupo, limitar o acesso dos alunos a determinados conteúdos pode comprometer a construção de um ambiente educacional inclusivo e informativo.
O debate no STF evidencia uma disputa jurídica relevante entre dois princípios: o direito de prioridade dos pais na formação dos filhos e o direito das crianças e adolescentes a uma educação ampla, que contemple a diversidade social. A decisão final da Corte poderá ter impacto direto na formulação de políticas educacionais em todo o país.
VIA: BLOG TV WEB SERTÃO
