Em entrevista ao programa Poder e Notícia, deputado afirmou que deixou o Republicanos para não dificultar o crescimento da legenda, mas admitiu surpresa ao ver sua adversária política também se filiar ao Progressistas.



O deputado estadual Michel Henrique abriu o jogo, em entrevista ao programa Poder e Notícia, apresentado pelos jornalistas Júnior Duarte e Napoleão Soares, sobre os bastidores de sua saída do Republicanos e sua filiação ao Progressistas. O parlamentar revelou que se sentiu constrangido quando foi ventilada a chegada da ex-prefeita de Monteiro e pré-candidata a deputada estadual Anna Lorena, sua adversária política, ao Republicanos.

Michel afirmou que, diante do cenário, preferiu não criar obstáculos internos nem tentar limitar o crescimento partidário. Segundo ele, prevaleceu a lógica popular de que “os incomodados é que se retirem”.

“Eu confesso que fiquei constrangido. Eu não poderia jamais estar restringindo o crescimento do partido. Eu que estava incomodado, eu que me retirasse”, afirmou.

O deputado disse que sua saída do Republicanos acabou coincidindo com o convite feito pelo deputado federal Aguinaldo Ribeiro e pelo então vice-governador, hoje governador, Lucas Ribeiro, para ingressar no PP. Michel destacou que se filiou à legenda antes do prazo final e passou a seguir seu caminho dentro do novo partido.

A surpresa, segundo ele, veio depois: Anna Lorena, que era esperada em outro destino partidário, acabou também se filiando ao Progressistas. Michel afirmou que a decisão cabe a ela explicar e ressaltou que não pode pautar sua trajetória política pelos movimentos da adversária.

“Para minha surpresa, ela veio aportar no PP. Mas a chave do partido não é minha. Eu não tenho como pautar minha vida pelo direcionamento dela. Se ela veio, foi uma decisão dela”, declarou.

Apesar do desconforto evidente, Michel buscou demonstrar serenidade política. O parlamentar afirmou que seguirá trabalhando pela recondução à Assembleia Legislativa da Paraíba e lembrou que a disputa proporcional terá espaço para todos dentro da legenda.

“São 36 vagas. Se Deus quiser, a gente vai ter essa recondução. Estamos numa situação confortável, mas não vamos cruzar os braços. Vamos viajar a Paraíba toda”, pontuou.

A fala de Michel revela um bastidor sensível da política partidária paraibana: nem sempre a mudança de legenda encerra desconfortos locais. Às vezes, o adversário muda junto. Ainda assim, o deputado tenta transformar o episódio em página virada, mantendo o foco na pré-campanha, na ampliação de bases e na disputa por mais um mandato.


Por: Napoleão Soares