Pai mata a própria filha de 23 anos a tiros após discussão sobre política e Trump
Crime ocorreu nos EUA após debate acalorado sobre política e armas; pai admite responsabilidade e diz aceitar as consequências.
Uma jovem inglesa de 23 anos foi morta a tiros pelo próprio pai após uma discussão envolvendo o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e políticas relacionadas ao uso de armas de fogo. O crime ocorreu em janeiro do ano passado, no Texas, mas voltou a ganhar repercussão nesta semana com novos depoimentos à Justiça.
A vítima, Lucy Harrison, morava em Warrington, no condado de Cheshire, na Inglaterra, e estava visitando o pai, Kris Harrison, na cidade de Prosper, no estado do Texas (EUA). Segundo o depoimento do namorado da jovem, Sam Littler, prestado nesta semana, a discussão entre pai e filha começou após divergências políticas, especialmente sobre Trump e a defesa do uso irrestrito de armas.
De acordo com Sam, Lucy se incomodava com a forma como o pai defendia a posse e o uso de armas de fogo. No dia do crime, a conversa teria se intensificado, com Kris Harrison defendendo tanto essas políticas quanto o governo de Trump.
Ainda segundo o relato, em meio à discussão, Lucy questionou o pai sobre como ele reagiria caso ela fosse vítima de abuso sexual. A resposta teria sido extremamente dura: ele teria dito que não se importaria, pois tinha outras duas filhas.
Pouco depois, o pai chamou Lucy para um quarto da casa. Sam afirmou que não presenciou o momento do crime, mas ouviu os disparos. Ao entrar no cômodo, encontrou a jovem caída no chão, enquanto Kris Harrison gritava frases desconexas.
Kris Harrison não compareceu à audiência e foi representado por uma advogada. Segundo a emissora britânica Sky News, ele divulgou uma nota pública afirmando que aceita plenamente as consequências de seus atos. A investigação do caso deve ser concluída na próxima semana.
Em um trecho do comunicado, o pai declarou:
“Não há um dia sequer em que eu não sinta o peso dessa perda — um peso que carregarei pelo resto da minha vida, e sei que nada que eu diga poderá aliviar a dor que essa tragédia causou.”
