FORROZEIRAS DE SERRA TALHADA PRONTAS PARA BRILHAR NO FESTIVAL MULHERES NO FORRÓ

Primeira edição do evento, em Exu (PE), terá programação 100% feminina nos dias 05, 06 e 07 de fevereiro de 2026, reunindo artistas de todo o Nordeste. Natália Gomes, Fabíola Leite e Izabelly Diniz representam a força musical da “Capital do Xaxado”.

Exu (PE), 28 de janeiro de 2026 – O forró ganha um palco histórico e simbólico para celebrar e amplificar as vozes femininas. A primeira edição do Festival Mulheres no Forró, que acontece de 05 a 07 de fevereiro de 2026 em Exu, terra de Luiz Gonzaga, não apenas homenageia o Rei do Baião, mas inaugura um novo capítulo com uma grade artística composta exclusivamente por mulheres. Entre as atrações, um trio de talentos nascidas em Serra Talhada, no Sertão do Pajeú, carrega a expectativa de representar sua cidade e a força da nova geração: Natália Gomes, Fabíola Leite e Izabelly Diniz.

A emoção de participar deste marco é unânime. “É a realização de um sonho coletivo. Subir ao palco em Exu, num festival que coloca a gente no centro, é um reconhecimento da nossa luta e do nosso talento. É mais do que um show, é um marco histórico”, declara Izabelly Diniz, que hoje reside na Bahia, mas mantém o coração e as raízes no Pajeú.

Para Fabíola Leite, a iniciativa é um divisor de águas. “Sempre tocamos, cantamos e compomos, mas muitas vezes éramos coadjuvantes. Um festival 100% feminino diz ao mundo que o forró também tem dona, tem voz de mulher, e essa voz é forte, é bonita e é plural. Estar aqui é afirmar o nosso espaço de uma vez por todas”, celebra a cantora e clarinetista.

Já Natália Gomes, representante da nova leva, vê o evento como uma inspiração. “Cresci ouvindo grandes mulheres do forró, mas ver um festival dessa magnitude me mostra que há um caminho aberto. É uma injeção de ânimo para todas nós que estamos começando. Mostra que nosso forró, com sentimento e autenticidade, tem valor e lugar”, emociona-se a cantora, que lançou seu primeiro EP em 2024.

Trajetórias que se encontram no palco

Cada uma das artistas traz na bagagem uma história única com a música.

Izabelly Diniz, verdadeira nômade cultural, absorveu o forró na banda do irmão em Serra Talhada. Multi-instrumentista, migrou da sanfona para o ukulelê, violão e percussões, construindo uma carreira entre a Bahia e Pernambuco. Criadora do inovador projeto “O lado geek do forró” com seus irmãos, Izabelly tem levado o gênero a novos públicos. Em 2024, lançou o clipe autoral “Casinha de madeira” e, em 2025, já pisou em Exu para as homenagens a Luiz Gonzaga, participando do Ventos Gonzagueano e se apresentando no Parque Aza Branca.

Com uma voz que cativa desde os 10 anos, Fabíola Leite trilhou um sólido caminho pelas bandas pernambucanas. Passagens marcantes pelo Forró Pressão, de Recife, onde gravou DVDs e alcançou programas de TV, consolidaram sua presença no cenário. Campeã do concurso “Cantando na Concha” em 2016, Fabíola também é musicista na filarmônica de sua cidade. Atualmente em carreira solo, brilha em shows por todo o interior, mantendo viva a chama do forró pé-de-serra em seu canal no YouTube e em palcos como o Forró do Poeta.

Representante da nova geração com raízes tradicionais, Natália Gomes começou aos 12 anos e viu sua carreira decolar após um show com Flávio Leandro em 2019. Seu primeiro EP, “Forró, Xote e Sentimento” (2024), é um marco de sua maturidade artística. O projeto não só apresenta composições autorais como “Nem Eu”, com Kennedy Brasil, mas também carrega a bênção de um mito: uma regravação com participação especial de Assisão, o Rei do Forró, figura que acompanhou a trajetória de sua conterrânea Fabíola.

Um festival para fazer história

A concepção do Festival Mulheres no Forró é fruto do trabalho de coletivos culturais que enxergam a necessidade de equidade no setor. Marlla Teixeira, presidente da Associação Coletivo Exu Criativo, uma das realizadoras, ressalta a importância do evento: “Exu é o berço, é a Roma do forró. Era fundamental que aqui, onde nasceu Luiz Gonzaga, nascesse também um festival que celebrasse e projetasse as mulheres que sustentam e renovam essa cultura. Não é um evento para mulheres, é um evento das mulheres forrozeiras, feito com nosso olhar e nossa força”.

Do lado de Serra Talhada, Henrique Brandão, presidente da Associação Serra Cultural, destaca o significado da participação das conterrâneas. “Serra Talhada sempre foi um celeiro de artistas, e ver Natália, Fabíola e Izabelly nesse palco inaugural é um orgulho para toda nossa cultura. Elas representam a diversidade da música da nossa terra: a tradição, a resistência e a inovação. O festival não só as valoriza, mas fortalece toda a cadeia cultural do forró nordestino”, afirma.

Com os preparativos a todo vapor, as forrozeiras de Serra Talhada afinam seus instrumentos e aquecem suas vozes para escrever, juntas, um capítulo essencial na história do forró. No mês de fevereiro, sob o céu de Exu, o brilho será todo delas.

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Informações para a Imprensa:
A programação completa está disponível no Instagram: @festivalmulheresnoforro
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Henrique Brandão: (87) 99606-8577
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E-mail: associacaoserraculturalasc@gmail.com

Via: Blog do Marcelo Patriota