A CULTURA NORDESTINA ESTÁ DE LUTO COM A MORTE DO POETA E ADVOGADO, DUDU MORAES.
A roupa preta, o chapéu da mesma cor... Talvez um luto antecipado que carregava consigo!
A poesia e a advocacia explodiam em seu peito; justiça e arte compunham sua personalidade!
Era incrível no Tribunal do Júri: atuou como jurado, advogado e já foi réu, em 2019, quando matou seu tio Clênio! O Júri o absolveu com base na tese de legítima defesa!
Como poeta, versajava e declamava com maestria, com o estilo sublime dos poetas do Sertão do Pajeú... É dele a seguinte obra prima:
“Minha história é um texto sem resumo
Ora ao lado de alguém, ora sozinho…
Que perder-se também é um caminho
Onde só os mais fortes buscam rumo.
Se você quer ir mesmo? Eu me acostumo!
E prometo sorrir na despedida
Se voltares depois, direi: ‘Querida,
Não voltei pra você nem pra ninguém,
Que na vida tirando o ‘V’ que tem
As três letras restantes são de ‘IDA’.”
O poeta-advogado vinha passando por profundos dramas emocionais, vivendo dias difíceis e silenciosos, daqueles que a dor habita e se esconde dentro da alma!
Seus versos mais recentes talvez nos contassem algo que ele não sabia ou não podia dizer, mas sua poesia era sua alma, era sua vida, sua genialidade!
Texto de Clécio Dias
Carlos Eduardo Silva Morais (Dudu Moraes): *1990 +2025
